Com restrições e cuidados protocolares o dia 27 de julho considerado Dia do Combate a Discriminação e Preconceito na Saúde Mental – conforme lei municipal nº 1467/2011 – foi marcado por atividades presenciais e online. Pela manhã aconteceu o plantio de flores no canteiro de entrada do Pronto Atendimento Municipal (PAM), realizada pela equipe de trabalho e usuários da Casa Vida e pela coordenadora do PAM, enfermeira Ana Ester.
Vinculado a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o Centro de Atendimento Psicossocial está focado na busca da inclusão dos portadores de sofrimento psíquicos na sociedade. De acordo com a coordenadora do Caps Casa Vida, Valéria Almeida Louro, a lei voltada para o dia municipal de combate a discriminação e preconceito na saúde mental, traz a reflexão ao estigma ainda relacionado à saúde mental, que existe por medo de repercussão negativa, vergonha, dificuldade de aceitar o problema em si, ou até mesmo, preocupação em ser visto como sinal de fraqueza.
“Ainda existe muita desinformação sobre o assunto, e procurar entender o que fazer é necessário para combater esse estigma. Para a equipe do Caps Casa Vida a forma mais viável de combater o preconceito às pessoas com transtornos mentais é através da disseminação da informação”, disse a coordenadora.
Ela afirmou que é preciso discutir abertamente sobre saúde mental, isso envolve falar sobre todos os aspectos, inclusive debater sem preconceito e ter disposição para ouvir. Essas atitudes podem ser aplicadas no dia a dia e são eficazes na diminuição do impacto para melhorar a qualidade de vida daqueles ao seu redor que sofrem com algum transtorno mental.
À tarde, às 14 horas, aconteceu um bate papo, entrelaçando saberes. Encontro da produtora audiovisual “Toca do Suco” e pacientes que participaram do Projeto “Musicomio”. Por último, às 18 horas, aconteceu o lançamento do CD do Grupo Melovida (Projeto Musical Caps Casa Vida). As musicas estarão disponíveis nas redes sociais do Caps Casa Vida. O secretário de Saúde Jaime Starke participou do evento.