Os eventos realizados em Capão do Leão representam diferentes períodos da história do município e ajudam a preservar e fortalecer sua identidade cultural. Música, literatura, tradição gaúcha, cultura popular, formação artística, celebrações cívicas, religiosidade, esporte, lazer e manifestações comunitárias encontram espaço em uma programação construída ao longo de décadas.
Alguns desses eventos nasceram da iniciativa do Poder Público; outros surgiram das comunidades, entidades culturais, escolas, produtores rurais e grupos organizados e, ao longo do tempo, passaram a contar com a participação e o apoio do Município. Há também celebrações muito anteriores à própria emancipação de Capão do Leão, demonstrando que a vida cultural leonense começou a se formar ainda quando a localidade integrava o município de Pelotas.
A realização dos eventos movimenta diferentes regiões da cidade, proporciona acesso gratuito à cultura e ao lazer, promove artistas e talentos locais, fortalece entidades e projetos, estimula o comércio e o turismo e cria oportunidades para que a própria comunidade conheça e valorize sua história.
Conheça alguns dos principais eventos que fazem parte do calendário e da memória de Capão do Leão.
A Festa da Melancia ocupa um lugar especial na história dos grandes eventos de Capão do Leão. Criada no início dos anos 2000, a celebração nasceu diretamente ligada à produção rural do município e ao período em que o cultivo da melancia possuía expressiva importância econômica para agricultores leonenses.
Mais do que uma festa dedicada à fruta, o evento foi concebido como uma grande mostra das potencialidades do município. Ao longo de suas edições, reuniu produtores rurais, agricultura familiar, produtos coloniais, artesanato, comércio, gastronomia, apresentações culturais, competições, atividades esportivas e grandes atrações musicais.
A distribuição e comercialização da melancia, os concursos relacionados à produção da fruta e a participação dos agricultores contribuíram para transformar o evento em uma vitrine da produção rural leonense. Durante muitos anos, a festa esteve entre os principais acontecimentos socioeconômicos e culturais de Capão do Leão, atraindo moradores e visitantes de diferentes cidades da região.
A trajetória da Festa da Melancia também se confunde com a história do Levante da Canção Gaúcha. Foi dentro da programação da festa que, em 2008, surgiu o festival nativista que mais tarde conquistaria identidade própria e se tornaria um dos principais eventos culturais do Município.
A Festa da Melancia atravessou diferentes períodos, incluindo interrupções motivadas por questões financeiras e pela transformação da própria atividade agrícola. Depois de um longo intervalo, retornou em 2023. Sua 13ª edição foi realizada em 2024, no Parque da Pedreira do SAPEM.
Atualmente, a Festa da Melancia integra a memória dos grandes eventos já realizados por Capão do Leão. Sua história permanece associada à agricultura, ao desenvolvimento rural e a uma fase importante da economia e da vida cultural do município.
Criado em 2008, o Levante da Canção Gaúcha tornou-se um dos principais eventos culturais de Capão do Leão e um espaço de valorização da música regional produzida no Rio Grande do Sul e em outros territórios ligados à cultura do Pampa.
Até mesmo o nome do festival guarda uma referência direta à história leonense. O termo “Levante” homenageia os trabalhadores das antigas pedreiras do município e o chamado “tiro de levante”, técnica utilizada no trabalho de corte e desmonte das grandes formações de granito que marcaram profundamente a economia e a formação social de Capão do Leão.
O festival nasceu dentro da Festa da Melancia e teve sua primeira edição em 2008. Novas edições ocorreram em 2009, 2011, 2012, 2014 e 2016. A partir da 7ª edição, realizada em 2017, o Levante ganhou uma nova posição no calendário e passou a integrar diretamente as comemorações do aniversário de emancipação do Município.
Após novo período de interrupção, o festival retornou em 2022 e iniciou um ciclo de realização continuada. Desde então, consolidou-se como uma das principais programações do início de maio em Capão do Leão.
O Levante proporciona espaço para compositores, músicos e intérpretes, valoriza diferentes ritmos da música regional e incentiva a criação de novas obras. Milongas, chamamés, chacareras, candombes e outras sonoridades encontram no palco do festival um espaço para preservação das raízes e, ao mesmo tempo, para renovação da música gaúcha.
Além da participação de artistas de outras localidades, o festival mantém espaço destinado aos talentos leonenses, fortalecendo a produção cultural do próprio município.
Em 2026 foi realizada a 12ª edição do Levante da Canção Gaúcha, reafirmando o festival como patrimônio cultural contemporâneo de Capão do Leão e como um importante instrumento de projeção do Município no cenário dos festivais de música regional.

O Levantinho da Canção Gaúcha nasceu com a proposta de ampliar o alcance do Levante e criar um espaço especialmente dedicado às novas gerações.
Realizado pela primeira vez em 2023, o evento oferece a crianças e adolescentes a possibilidade de vivenciar a experiência de um festival musical, apresentando-se diante do público e tendo contato direto com o universo da música regional.
A iniciativa contempla diferentes faixas etárias e contribui para estimular o interesse pela interpretação musical, pela cultura gaúcha e pelas manifestações artísticas relacionadas à identidade regional.
Mais do que uma programação infantil dentro do Levante, o Levantinho possui uma função de formação cultural. Ao abrir o palco para novos intérpretes, contribui para revelar talentos, desenvolver confiança e experiência artística e estimular a continuidade da música regional entre crianças e jovens.
Em 2026, o Levantinho chegou à sua 3ª edição, consolidando-se como parte da programação cultural realizada durante as comemorações do aniversário de Capão do Leão.
O dia 3 de maio marca a emancipação político-administrativa de Capão do Leão e constitui uma das datas mais importantes do calendário municipal.
As comemorações do aniversário assumiram diferentes formatos ao longo das décadas. Solenidades oficiais, atividades esportivas, apresentações culturais, shows, exposições, lançamentos, festivais e programações comunitárias já fizeram parte das celebrações.
Mais do que comemorar a passagem de mais um ano, a data constitui um momento de valorização da própria trajetória de Capão do Leão. É uma oportunidade de apresentar à população sua história, suas manifestações culturais, seus projetos, seus artistas e as diferentes comunidades que contribuíram para a formação do Município.
Nos últimos anos, o Levante da Canção Gaúcha e o Levantinho passaram a integrar diretamente essa programação, fazendo da Praça João Gomes um dos principais pontos de encontro das comemorações.
A programação também busca alcançar outras regiões do município, mantendo atividades em bairros como o Jardim América e integrando diferentes públicos às celebrações.
Em 3 de maio de 2026, Capão do Leão completou 44 anos de emancipação, reafirmando uma trajetória construída pela participação de sua comunidade e pela diversidade de sua história.
A Festa do Trabalhador é uma programação tradicionalmente relacionada ao dia 1º de maio e possui forte ligação com o bairro Jardim América.
Ao longo dos anos, o Município promoveu diferentes edições da celebração, especialmente na Avenida Três de Maio, reunindo música, apresentações culturais, atividades de lazer e momentos de confraternização.
A escolha do Jardim América para receber a programação possui também um papel importante na descentralização dos eventos municipais. Enquanto diversas atividades de grande porte são realizadas no Centro, a Festa do Trabalhador leva uma programação própria para uma das regiões mais populosas de Capão do Leão.
A celebração reconhece a contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras para o desenvolvimento do município e proporciona à comunidade um espaço gratuito de cultura, lazer e convivência.
Em diferentes edições, a programação também foi integrada às comemorações do aniversário de Capão do Leão, fazendo do início do mês de maio um período de celebração da comunidade, do trabalho e da própria história municipal.
O Carnaval de Capão do Leão possui raízes muito anteriores à emancipação do município.
Registros históricos apontam a realização de bailes e atividades carnavalescas na localidade ainda no final do século XIX. Já naquele período, espaços de lazer recebiam festas, blocos e excursões de visitantes que chegavam à região inclusive por meio da ferrovia.
Ao longo do século XX, a tradição carnavalesca continuou presente através dos bailes, blocos, concursos e manifestações populares. Com o passar do tempo, o Carnaval assumiu diferentes formatos até chegar à grande festa de rua realizada atualmente.
Hoje, a Avenida Narciso Silva transforma-se no principal palco do Carnaval leonense. Durante os dias de programação, blocos, bandas, trios, foliões e a Corte do Carnaval dividem o espaço com arquibancadas, áreas de alimentação, comércio e estruturas preparadas para receber milhares de pessoas.
O Carnaval possui também importante impacto na economia local. A circulação de visitantes, a participação dos comerciantes, ambulantes, trabalhadores temporários e prestadores de serviços fazem com que a festa gere movimento econômico além de seu valor cultural.
A estrutura do evento vem sendo progressivamente ampliada, especialmente nos aspectos relacionados à segurança, organização, acessibilidade e conforto do público.
Em 2026, o Carnaval foi realizado durante três noites, nos dias 6, 7 e 8 de março, e teve uma circulação estimada entre 25 mil e 30 mil pessoas, reunindo moradores de Capão do Leão e visitantes de diferentes municípios da Zona Sul.
Da tradição dos antigos bailes ao atual Carnaval de rua, a festa permanece como uma das maiores manifestações da cultura popular leonense.
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A Escolha da Corte marca o início oficial da programação carnavalesca de Capão do Leão.
O evento reúne candidatas, representantes da comunidade, torcidas, artistas e foliões para a escolha das pessoas que passam a representar simbolicamente o Carnaval leonense.
Rainha, princesas, Rei Momo e demais representantes da Corte assumem o compromisso de participar das ações de divulgação e dos principais momentos da festa, tornando-se parte da identidade visual e cultural de cada edição.
A cerimônia também preserva uma tradição característica do Carnaval brasileiro: a passagem das faixas da Corte anterior para os novos representantes, simbolizando a continuidade da festa entre diferentes edições.
Nos últimos anos, a Escolha da Corte passou a ocupar lugar de destaque na Praça João Gomes, funcionando como um primeiro grande encontro entre a comunidade e o Carnaval que será realizado posteriormente na Avenida Narciso Silva.
Em 2026, a escolha ocorreu em janeiro e definiu a Corte responsável por representar o Município durante os festejos daquele ano.

O Sarau Musical é uma das principais atividades desenvolvidas a partir do Projeto Estação Cultura, política municipal de formação musical iniciada em 2007.
O projeto proporciona oportunidades gratuitas de aprendizagem musical para crianças, jovens e adultos e, ao longo de sua trajetória, contribuiu para aproximar novos alunos do canto e de diferentes instrumentos.
O Sarau nasceu como uma oportunidade para que o conhecimento adquirido durante as aulas pudesse chegar ao palco. Dessa forma, estudantes que durante meses participam de ensaios e atividades formativas passam pela experiência de se apresentar diante da família, da comunidade e de outros músicos.
O evento reúne apresentações individuais e coletivas e recebe participantes de diferentes faixas etárias e níveis de experiência.
Sua importância está justamente nessa relação entre formação e apresentação pública. O Sarau não representa apenas uma noite de espetáculos; ele constitui a culminância de um processo de aprendizagem, oferecendo aos participantes experiência de palco, desenvolvimento artístico, confiança e contato direto com o público.
Mesmo diante de situações excepcionais, como o período da pandemia, o evento teve continuidade, chegando a ser realizado em formato virtual.
Em 2026 foi realizada a 14ª edição do Sarau Musical, reunindo 25 apresentações e demonstrando a continuidade de uma iniciativa que já faz parte da história da formação musical em Capão do Leão.
A Semana do Poeta Leonense é uma iniciativa dedicada à valorização da literatura, da poesia e dos escritores do município.
Sua história está relacionada à instituição do Dia do Poeta Leonense, celebrado em 5 de julho, em homenagem ao poeta Florisbelo Garcia Barcellos, personalidade importante da produção literária local.
A iniciativa foi formalizada em 2018 e, desde sua primeira edição, passou a reunir poetas, escritores, estudantes, professores, artistas e comunidade em torno da produção literária leonense.
Ao longo dos anos, a Semana incorporou concursos, exposições, varais poéticos, oficinas, apresentações artísticas, atividades nas escolas, votação popular e saraus.
Uma de suas características mais importantes é o incentivo ao surgimento de novos autores. A aproximação com as escolas permite que crianças e adolescentes tenham contato com a poesia não apenas como leitores, mas também como produtores de seus próprios textos.
A iniciativa também preserva e divulga a produção de escritores que ajudaram a formar a história literária local, fortalecendo a memória cultural de Capão do Leão.
Mesmo durante o período de restrições sanitárias, a Semana manteve sua continuidade por meio de atividades adaptadas ao formato virtual.
Em 2026 chegou à sua 9ª edição, reafirmando a poesia como parte importante da identidade cultural leonense.
A história da Feira do Livro de Capão do Leão possui diferentes fases e é mais antiga que a numeração atualmente utilizada pelo evento.
Há registros de uma primeira fase da Feira Municipal do Livro nos anos de 1993, 1994 e 1995, quando escritores, escolas e comunidade já se reuniam em torno da literatura e das atividades culturais. Depois daquele período, a realização foi interrompida.
Anos mais tarde, a Feira foi retomada e iniciou um novo ciclo, acompanhado por uma nova contagem de edições. Por essa razão, a atual numeração não representa a totalidade das Feiras do Livro já realizadas ao longo da história do município.
No formato contemporâneo, a Feira consolidou-se principalmente na Praça João Gomes e na Casa de Cultura Jornalista Hipólito José da Costa, reunindo literatura, educação e diferentes manifestações artísticas.
Livrarias, escritores, estudantes, professores, artistas e comunidade participam de uma programação que inclui sessões de autógrafos, lançamentos, palestras, exposições, apresentações musicais, contação de histórias, oficinas e outras atividades.
A Feira possui ainda importante relação com a rede de ensino, proporcionando aos estudantes contato direto com escritores e incentivando a formação de novos leitores.
Outro aspecto importante é a valorização dos autores leonenses e da produção literária regional, garantindo espaço para que escritores da própria comunidade apresentem suas obras e estabeleçam contato com o público.
Em 2025 foi realizada a 8ª edição do ciclo contemporâneo da Feira do Livro, com o tema “Lendo o presente, fortalecendo raízes”, tendo a professora e escritora Carmen Jara como patronesse.
A Feira permanece como uma das principais ações de incentivo ao livro, à leitura e à produção literária desenvolvidas no município.

O Trilhão de Motos surgiu como uma iniciativa voltada ao esporte, ao lazer e ao aproveitamento do potencial natural e rural de Capão do Leão.
A proposta começou a ser construída em 2022 e teve sua primeira edição realizada em 2023, dentro da programação de aniversário do Município.
Logo em sua estreia, o evento demonstrou grande capacidade de mobilização, recebendo centenas de motociclistas e visitantes. Os participantes percorreram trajetos que permitiram conhecer diferentes paisagens e características do território leonense.
O Trilhão utiliza caminhos, estradas e áreas rurais como cenário para a prática do motociclismo off-road, promovendo uma modalidade que reúne esporte, aventura e turismo.
O evento também gera circulação de visitantes vindos de outros municípios, criando oportunidades para o comércio, serviços e divulgação turística de Capão do Leão.
As edições seguintes contribuíram para consolidar a proposta e, em 2025, o calendário municipal já registrava a realização do 3º Trilhão, tendo o Parque da Pedreira do SAPEM como importante ponto de concentração.
A iniciativa demonstra como as características naturais e territoriais do município podem ser aproveitadas para ampliar a oferta de eventos e fomentar novas modalidades de turismo e lazer.
O Encontro Municipal de Carros Antigos foi criado como espaço de valorização do antigomobilismo e de preservação da memória relacionada aos veículos históricos.
A primeira edição municipal ocorreu em 2023, em parceria com a Confraria Carburada e integrada à Feira de Mulheres Empreendedoras.
A Praça João Gomes e a Avenida Narciso Silva receberam automóveis de diferentes épocas, transformando o centro da cidade em um espaço de exposição, convivência e memória.
Para muitos participantes, cada veículo representa muito mais que um meio de transporte. Automóveis antigos carregam histórias familiares, características de diferentes épocas e detalhes da evolução tecnológica e cultural do país.
O encontro permite que colecionadores e admiradores compartilhem experiências e que o público tenha contato com modelos que marcaram gerações.
Além da exposição dos veículos, as programações realizadas em torno do antigomobilismo passaram a incorporar apresentações musicais, gastronomia, comércio e atividades voltadas às famílias.
A realização desses encontros ampliou a diversidade do calendário municipal e fortaleceu Capão do Leão como ponto de encontro de colecionadores e apaixonados por veículos antigos da região.
A Semana Farroupilha representa um dos períodos de maior mobilização das entidades tradicionalistas de Capão do Leão.
Sua realização é construída conjuntamente pelo Poder Público e pelo movimento tradicionalista, com participação especialmente dos Centros de Tradições Gaúchas e de cavalarianos, invernadas e demais grupos vinculados à preservação das tradições do Rio Grande do Sul.
A programação envolve diferentes atividades culturais e campeiras, apresentações de dança e música, encontros comunitários, atividades com escolas e a tradicional presença da Chama Crioula, símbolo das comemorações farroupilhas.
Em Capão do Leão, entidades como CTG Tropeiros do Sul, CTG Herança Campeira e CTG Sentinelas do Pampa possuem participação histórica na construção das festividades.
A Semana proporciona ainda o contato entre diferentes gerações. Crianças e jovens têm a oportunidade de conhecer danças tradicionais, práticas campeiras, indumentária, música, história e costumes preservados pelas entidades.
Um dos momentos de maior visibilidade é o tradicional Desfile dos Cavalarianos de 20 de Setembro, que leva às ruas representantes das entidades tradicionalistas, cavaleiros, amazonas e demais participantes das comemorações.
Mais do que uma apresentação pública, o desfile simboliza a continuidade de práticas culturais transmitidas entre gerações e a forte presença do tradicionalismo na identidade de Capão do Leão.

O Desfile Cívico de 7 de Setembro é uma das principais atividades comunitárias promovidas no município durante a Semana da Pátria.
Organizado principalmente pela Secretaria Municipal de Educação, com participação e colaboração de outras áreas da Administração Municipal, o evento reúne escolas, projetos, bandas, entidades e instituições da comunidade.
A Avenida Narciso Silva transforma-se em espaço de apresentação do trabalho desenvolvido ao longo do ano pelas instituições participantes.
A participação das escolas confere ao desfile uma importante dimensão pedagógica. Os temas escolhidos permitem trabalhar história, cidadania, cultura e características do próprio município, transformando a preparação do desfile em parte do processo de aprendizagem.
Além das unidades da rede municipal e estadual de ensino, diferentes projetos sociais, culturais e instituições já participaram das edições realizadas em Capão do Leão.
Em 2026, o tema escolhido foi “As riquezas do nosso município”, permitindo que as escolas apresentassem diferentes elementos relacionados à história, cultura, trabalho, patrimônio e identidade leonense.
O Desfile Cívico constitui, dessa forma, um momento de encontro entre educação e comunidade e uma oportunidade para apresentar publicamente parte do trabalho desenvolvido pelas instituições ao longo do ano.

A Semana Municipal da Bíblia integra oficialmente o calendário de Capão do Leão e possui sua realização prevista pela Lei Municipal nº 1.355, de 13 de abril de 2010.
A programação é construída com a participação das comunidades e lideranças religiosas, contando com apoio do Poder Público para sua realização.
Ao longo das edições, diferentes igrejas e ministérios já participaram de atividades como apresentações musicais, teatro, poesia, palestras, debates, encontros, cultos e manifestações públicas.
A Semana busca proporcionar um espaço de convivência e reflexão, reunindo participantes de diferentes comunidades cristãs em torno de uma programação coletiva.
Entre as atividades já realizadas ao longo de sua história estão também caminhadas, ações culturais e encontros em espaços públicos e templos religiosos.
A programação ocorre tradicionalmente no mês de dezembro e demonstra a participação das comunidades religiosas na vida social e cultural do município.
O Sonho de Natal possui uma ligação histórica especial com a comunidade do Cerro do Estado e tornou-se uma das mais tradicionais celebrações natalinas de Capão do Leão.
As origens do projeto remontam aos primeiros anos da década de 2000, quando moradores da comunidade começaram a organizar iniciativas relacionadas à montagem de um presépio e à decoração natalina.
A proposta cresceu, ganhou o nome Sonho de Natal e passou a reunir cada vez mais moradores, voluntários e parceiros.
Já em 2012 existem registros da 10ª edição do evento, demonstrando que sua história é anterior ao período mais recente de realização.
Depois de uma interrupção, o Sonho de Natal foi retomado em 2017, novamente a partir da parceria entre comunidade e Poder Público. Naquele momento, milhares de pessoas voltaram a visitar o Cerro do Estado durante a programação.
Uma das características que tornou o Sonho de Natal singular é o envolvimento dos próprios moradores. A montagem da decoração, a iluminação das árvores e a realização de diferentes atividades contaram, em diversas edições, com trabalho comunitário e voluntário.
Outro símbolo do evento é o Auto de Natal, espetáculo que representa o nascimento de Jesus e que, ao longo de diferentes edições, mobilizou dezenas e até centenas de participantes.
A programação também incorpora apresentações musicais, atrações culturais, chegada do Papai Noel, atividades para crianças, artesanato, gastronomia e espaços de convivência.
Em determinados períodos, a própria história ferroviária do Cerro esteve presente na celebração, inclusive com a chegada do Papai Noel relacionada à Maria Fumaça, reforçando a identidade particular da localidade.
Em 2023, o Município realizou oficialmente a 16ª edição do Sonho de Natal. Em 2025, a programação voltou a ocupar o Cerro do Estado durante três noites, reunindo comunidade e visitantes.
O Sonho de Natal representa uma das experiências mais significativas de construção comunitária entre os eventos leonenses e reúne fé, teatro, música, memória, turismo e participação popular em uma mesma celebração.

A valorização da cultura negra possui reconhecimento oficial em Capão do Leão desde o início dos anos 2000.
A Lei Municipal nº 801/2001 instituiu o dia 20 de novembro como data de homenagem à cultura negra e à memória de Zumbi dos Palmares no município.
A data representa um momento de reflexão sobre a contribuição da população negra para a formação social, econômica e cultural de Capão do Leão e do Brasil.
Essa participação atravessa diferentes períodos da história local e está presente no trabalho, nas comunidades, na cultura, na música, na religiosidade e nas diversas manifestações que ajudaram a construir o município.
Ao longo do tempo, iniciativas desenvolvidas por entidades e pelo Poder Público passaram a utilizar o 20 de novembro como espaço de valorização da cultura afro-brasileira e de enfrentamento ao racismo.
Mais recentemente, o Dia da Consciência Negra passou a integrar também o calendário municipal de eventos com programação e estrutura próprias.
A realização de atividades nessa data contribui para preservar memórias, ampliar o reconhecimento da diversidade cultural e proporcionar espaço às manifestações artísticas e culturais de matriz africana e afro-brasileira.
A história dos festivais de música em Capão do Leão começou antes mesmo do surgimento do Levante da Canção Gaúcha.
Em 1988 foi realizado o 1º Rodeio da Canção Nativa de Capão do Leão, no CTG Tropeiros do Sul, constituindo um importante marco na história musical do município.
O festival nasceu dentro do ambiente tradicionalista, reunindo música, poesia e manifestações ligadas à cultura regional.
Décadas depois, o Rodeio da Canção Nativa foi retomado, recuperando uma parte importante da memória dos festivais leonenses e estabelecendo uma ligação entre diferentes gerações de compositores, intérpretes e tradicionalistas.
A retomada também permitiu aproximar essa trajetória histórica do cenário atual da música regional no município, hoje representado principalmente pelo Levante da Canção Gaúcha.
Embora sua realização esteja fortemente vinculada às entidades tradicionalistas e conte com apoio e parcerias do Poder Público em diferentes oportunidades, o Rodeio merece espaço na memória dos eventos de Capão do Leão por representar uma das primeiras experiências locais de realização de um festival competitivo de música nativista.
Os eventos de Capão do Leão demonstram que a cultura do município é resultado de diferentes comunidades, períodos históricos e formas de expressão.
Algumas tradições atravessaram mais de um século, como o Carnaval. Outras nasceram da atividade econômica, como a Festa da Melancia. Há eventos que preservam a música regional, como o Levante e o Rodeio da Canção Nativa; iniciativas de formação, como o Levantinho e o Sarau Musical; espaços dedicados à literatura, como a Feira do Livro e a Semana do Poeta Leonense; manifestações de tradição e civismo; e celebrações construídas diretamente pelas comunidades, como o Sonho de Natal.
Juntos, esses eventos ajudam a contar a história de Capão do Leão.
A atuação do Município busca preservar essa memória e, ao mesmo tempo, criar condições para que novas manifestações culturais possam surgir, garantindo acesso à cultura, fortalecendo artistas e entidades, incentivando a participação da comunidade e mantendo vivos os espaços de encontro que fazem parte da identidade leonense.